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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Fim-de-semana no Minho

Está a fazer um ano que no último fim-de-semana de Fevereiro fomos até Lanhelas, no Minho, bem lá em cima a olhar o Rio Minho e Espanha na outra margem. A autoestrada já vai até à porta da localidade tornando a viagem rápida para quem tem pressa ou os dias contados. E foi um óptimo fim de semana no meio de amigos, paz e verde. Come-se muito bem também! Às vezes sabem bem umas escapadelas destas!

Como ir: A8, A17 e A28 ou A1 e A28 ou Estradas Nacionais (3h30/4horas de viagem pela autoestrada).


Saímos na sexta à noite, parámos para comer qualquer coisa no Loures Shopping e seguimos.

Foram dois carros cada um com 4 pessoas e a viagem fez-se bem apesar do mau tempo à saída de Lisboa.
Fomos ficar a casa de uma amiga e dormimos quentinhos sempre com o rio Minho à vista.
No sábado o pequeno-almoço foi tomado em casa com as compras feitas no dia anterior e pão fresco comprado no momento.



Visitámos a praia de Moledo com o Monte de Santa Tecla no horizonte e o Forte da Ínsua, localizado numa pequena ilha, a cerca de duzentos metros da costa, ao sul da foz do rio Minho, que foi primitivamente utilizada como local de culto. Em época cristã, nela se erguia uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Ínsua.~


Praia de Moledo
Passeámos junto à costa, embora o tempo não estivesse muito agradável a estar no exterior... E por isso depressa fomos almoçar na Marisqueira Valadares em Caminha.
De tarde, eu e o Zé fomos dar uma volta por Lanhelas, local de passagem de uma das variantes do Caminho Português de Santiago e à noite atravessámos a fronteira e fomos "tapear" ao Candil em Tomiño. Restaurante que recomendo pela boa comida, ambiente agradável e acolhedor e serviço simpático. Os preços não são os mais baratos, mas uma vez por outra vale a pena tratarmo-nos bem. E os petiscos que eles têm são mesmo bons! Há inclusive alguns que não têm carne e que são boas opções se houver alguém vegetariano.

Vista de Lanhelas para o rio Minho

No domingo o dia estava melhor e depois de descansarmos em casa fomos almoçar a Vila Praia de Âncora, ao restaurante Âncora Mar, cujo atendimento e comida são 5 estrelas!
A praia fica próxima portanto o passeio é agradável. No verão deverão haver mais atracções e estar mais convidativo, como é óbvio.

De tarde demos um salto a Vila Nova de Cerveira (as distâncias são curtas de carro). Pelo caminho vêem-se casas apalaçadas, brasonadas e típicos solares minhotos, sinais do poder económico de outros tempos.



Fomos visitar o Cervo, no cimo de um monte. Uma grande escultura em ferro da autoria de José Rodrigues, que pode ser observada cá de baixo mas cuja paisagem vale a pena ser vista.



Dali pudemos fotografar a bonita Ilha dos Amores, uma pequena ilha em forma de coração com cerca de 400 m de comprimento por 100 m de largura, resultante da acumulação dos sedimentos arrastados pelo rio, e sua posterior cobertura por vegetação. A ilha está quase completamente revestida por tufos de árvores (amieiros, salgueiros e acácias). E dá à paisagem um toque romântico!



Muito ficou por ver nesta região a que esperamos voltar com melhor tempo. Sabemos que o património arquitectónico é muito rico, a gastronomia é óptima e a Serra d'Arga com os seus cavalos garranos selvagens era bem ali ao pé.




terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ruas Floridas 2015

Entre 1 a 9 de Agosto de 2015 decorreram as Ruas Floridas no Redondo e nós fomos visitar esta festa cheia de cor! Se este ano houver de novo este evento, fica aqui o gostinho para que possam ir visitar o Redondo.
A festa das Ruas Floridas é completamente ao ar livre pelo que é um evento ao qual os cães podem aceder. Nós levámos o Sputnik connosco, sempre com a trela por causa das outras pessoas. Comemos em esplanadas e dormimos em casa de família que vive perto, mas o Redondo é uma localidade a que se pode chegar em menos de 2h de Lisboa, portanto este pode ser um programa de um dia, se houver forças e vontade para isso!



"As Ruas Floridas são um evento bienal de base popular, cuja tradição remonta ao século XIX e consiste na decoração das ruas da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e escolhem um tema, cabendo a coordenação geral ao Município de Redondo."



"​No corrupio de gente atarefada, no entrar e sair de casas e casões, no constante frenesim que dura meses sente-se a corrente eletrificante destes percursos que só a noite sabiamente acalma, retomando pela fresquidão da manhã o seu vigor. Os "cabeças" e as suas gentes entre noites mal dormidas e a falta de apetite sonham com o dia seguinte entre pequenos mas reconfortantes descansos...




Mas nas ruas é mesmo assim, e durante esses meses o olfato reduz-se ao intenso odor das colas, os olhos vidrados não enxergam mais do que as resmas e rolos de papel, e tudo quanto é dado ouvir é o experimentado e monocórdico lamento das tesouras, assaltado por breves instantes num resmalhar de papel de uma qualquer rosa que acabou de florir.




A azáfama é extenuante, o desejo de tudo estar graciosamente composto para as festas recompõe e domina sentimentos e só nesta resiliência que lhe conhecemos poderemos encontrar a natural explicação para esta cruzada.



Este mesmo espirito de entrega foi reconhecido com a distinção Iniciativa Turismo do Alentejo 2013, no âmbito da quarta edição dos Prémios Turismo do Alentejo, e com a atribuição do Prémio Evento Público 2013, no seguimento da Gala dos Eventos de 2014, como um justo elogio à vontade dedicação e amor que a população deposita, desde há gerações, na construção deste magnifico certame."

in http://www.cm-redondo.pt/pt/site-acontece/Eventos/Paginas/Ruas-Floridas-2015.aspx

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Avis e Ponte de Sôr

Ponte de Sôr
Zé sketching in Ponte de Sôr

Zona Ribeirinha / Ponte de Sor waterfront
Avis' walls
Avis
Avis
Avis
Avis
Sketching in Avis
Avis
Avis
Chaminé / Avis chimney
Avis detail
Avis
Avis
Três dias que passaram a correr, como sempre, quando se espera o contrário!
A paz que se sente em Avis é daquelas que nunca queremos deixar de sentir...
Estacionamos o carro junto à igreja e um pequeno cãozinho caminha atabalhoadamente enquanto a dona, babada com a sua aquisição, ri para nós e fala-lhe alto.
Não se passa mais nada no largo da igreja. Para além disso, umas vizinhas conversam nos bancos de jardim do largo que está bem adornado com bonitas laranjeiras. "Pode levar! Isso aí é de todos!" - diz-me um senhor de boina que passa e me vê a olhar para as laranjas.
Vila pequena, construída estrategicamente no cimo do monte, pertencente ao distrito de Portalegre. Cá em baixo, o complexo das Águas do Maranhão e o progresso que se vê nas habitações e indústrias que crescem à volta não combinam com o pequeno centro histórico onde há paz: poucos carros, poucas pessoas, pouco movimento.
O contrário de Ponte de Sôr, distrito de Portalegre, onde estivemos antes de chegarmos a Avis. Demos uma volta pelo centro e zona ribeirinha, de onde se vê a ponte oitocentista sobre a ribeira do Sôr, que dá nome à cidade. 
A zona ribeirinha, foi recentemente reabilitada, para dar uma cara nova a Ponte de Sôr. Passeia-se tranquilamente junto à ribeira. De um lado a água, do outro relva e bancos onde alguns habitantes mais idosos descansam com o seu cãozinho. Os mais jovens vão para a esplanada do café ali ao lado. 
Chegados quase ao fim do passeio encontramos uma zona para exercícios e uma pequena ponte moderna onde um casal namora mais escondido dos olhares.
Dirigimo-nos para o centro da cidade onde encontramos a azáfama de pessoas que passam, cafés, esplanadas, carros, lojas e um pequeno cinema.
O dia está quente, aproveitamos para lanchar numa croissanteria e seguir caminho.

Avis é um local pitoresco e cheio de história. Foi sede de uma das mais importantes ordens militares, a Ordem de Avis, e também deu nome a uma das dinastias portuguesas.
Casas baixas, muita luz por serem caiadas de branco com a típica pintura alentejana em azul ou amarelo e rodeadas pelas muralhas da vila. Hoje ela já cresceu além disso e ganha infraestruturas novas.
Mas junto à igreja, lá bem no coração da vila, os senhores continuam sentados nas cadeiras do café. Cá fora à sombra, para verem quem passa. Todos os dias ali estão a cumprimentarem os vizinhos e a ouvirem a música que vem dos ensaios da banda, na porta ao lado. 
As crianças brincam no largo sem grades ou restrições e ao fim do dia, duas meninas escorregam divertidas por um muro inclinado junto ao novo jardim/miradouro onde poucos idosos se vêm sentar pelo fresco de um Sol que já vai baixo.

Avis, tal como tantas outras vilas portuguesas, é um local com muito para dar e tanto para descobrir. Cheio de história, bons restaurantes com gastronomia típica e prédios devolutos que nos contam projectos que estão a ganhar forma. 
Haja mais vida e vontade em locais destes, que nos fazem tão bem!

No regresso a Lisboa ainda houve tempo para pararmos no Fluviário de Mora e para um pequeno passeio em Mora. De Avis a Mora passámos por estradas secundárias de terra batida que não estão indicadas no mapa e onde observámos abelharucos, cegonhas, rapinas e gado a pastar por entre campos de oliveiras, cultivo e prados verdes.
Voltámos para Lisboa num ritmo bem lento... para o choque não ser grande :)

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Three days that passed running, as always, when we expect the opposite!
We never want to stop feeling the peace that is felt in Avis...
We parked the car next to the church and a small dog walks awkwardly while the owner, thrilled with her acquisition, laughed at us and spoke loudly to the dog.
It didin't pass anything else in the church square. Only, some neighbors were talking seated in the benches of the square, that is well adorned with beautiful orange trees. "You can take it! Is from everyone!" - Tells me a man with a beret who passes by and sees me looking at the oranges.
Small village, built strategically on top of the hill, belonging to the Portalegre district. Down there, the complex of Maranhão Waters and the progress seen by the construction and industries that grow around do not match with the small historical center where there is peace: few cars, few people, few movement.
The opposite of Ponte de Sôr, Portalegre district, where we went before we get to Avis. We strolled through the center and waterfront, where you can see the nineteenth-century bridge on the Ribeira de Sôr, which gives its name to the city.
The waterfront has been recently rehabilitated, to give a new look to Ponte de Sor. We can walk quietly along the riverside. On one side the water, on the other grass and benches where some older inhabitants rest with their small dogs. Most young people go to the terrace cafe nearby.
Almost at the end of the ride we find an area for exercises and a small modern bridge where a couple has been dating more hidden from other looks.
Heading into the city center where we find the hustle and bustle of people passing, cafes, terraces, cars, shops and a small cinema.
The day is hot, so we take the opportunity to snack on a croissanteria and keep going our way after that.

Avis is a picturesque place and full of history. It hosted one of the most important military orders, the Order of Avis, and gave name to one of the Portuguese dynasties.
Low houses, lots of light because they're whitewashed with typical Alentejo paintings in blue or yellow and surrounded by the village walls. Nowadays it has grown beyond that and is gaining new infrastructures.
But next to the church, there, in the heart of the village, men still sitting in the cafe chairs, in the shade, to see who passes. Every day they are there greeting the neighbors and hearing the music coming from the band rehearsals, next door.
Children play in the square without bars or restrictions and in the evening, two girls slip by a sloping wall next to the new garden / viewpoint where some older people come to sit in the fresh from a sun that goes already low.

Avis, like so many other Portuguese towns, is a place with a lot to give and so much to discover. Full of history, good restaurants with local cuisine and vacant buildings that rely on projects that are taking shape.
We hope that there will be more life and will in places like this one, that make us so well!

On our return to Lisbon there was still time to stop and visit the Fluviarium of Mora and for a short walk in Mora. From Avis to Mora we passed on secondary and dirty roads that are not indicated on the map and where we observed bee-eaters, storks, birds of prey and cattle grazing through olive groves, farmings and green meadows.

We returned to Lisbon in a very slow pace ... for a not so big shock! :)

Para saber mais // To know more:
Freguesia de Avis

domingo, 7 de dezembro de 2014

Munnar, terra do verde, do chá e das sanguessugas // Munnar, land of green, tea and leeches

Street market
Munnar center
Catholic church, Munnar. Shoes outside.
Tea plantations
Tea plantations

23.10 – Ao chegarmos tomámos um delicioso duche quente, (daqueles que enchem o WC de vapor de água) e tive noção que já não tomava um duche quente há bastantes semanas. Desde Colombo, no Sri Lanka, se não estou em erro! As temperaturas altas e a falta de aquecimento na maioria dos hóteis por onde passámos têm feito com que a água fria se tenha tornado uma presença constante, sem que isso tenha, necessariamente, sido uma má coisa. Mas aqui em Munnar as temperaturas são mais baixas e a água da torneira é demasiado fria para ser apetecível.
No dia seguinte fizémos um trekking pelas plantações de chá, a principal fonte de rendimento e de trabalho da cidade. É uma paisagem impressionante!
Disseram-nos que por vezes se conseguem avistar elefantes mas nós só avistámos as suas fezes em locais que pensávamos serem de acesso impossível para um animal daquele porte.
Em vez disso, tivémos a presença de sanguessugas nos sapatos! Bem, nunca tínhamos visto nenhuma e pensava-as maiores e mais gordas. Algumas conseguem ser bem pequenas e quase não darmos por elas e, por isso, depois de passarmos as pernas por vegetação alta, fazíamos uma pausa para ver se alguma tentava agarrar-se à bota ou que pudesse ter mesmo entrado para o sapato ou para as calças.
Estava um dia chuvoso, o que não nos deu uma boa visualização do alto dos montes a mais de 2000 m de altitude a que subimos (Munnar é uma terra localizada a elevada altitude, por isso os montes não são altos como a Serra da Estrela, mas estão facilmente a uma altitude mais elevada que esta). Mas essa mesma neblina permitiu umas fantásticas fotos de uma paisagem que já por si era magnifíca. “Degraus” de plantações pelas colinas fazem uma decoração natural perfeita para aquele local tão visitado por turistas indianos pelo verde que eles tanto adoram.
Nessa noite dormimos bem mas só depois dos festejos do Diwali terminarem. O chamado “Festival das luzes” é das maiores comemorações Hindus na Índia, na qual eles acendem velas e candeeiros nas ruas, templos e casas e vêem-se vários fogos de artíficio pelas cidades. Em Munnar parecia Carnaval, com miúdos e adultos a divertirem-se com estalinhos e morteiros.
Os dias ali passados foram de descanso. O centro da cidade é pequeno, com vários mercados de rua e lojas de chocolate. Três templos principais nas três colinas da cidade (Católico, Hindu e Budista) constituem os principais pólos de movimento dos locais. Num dos nossos almoços conhecemos um casal de italianos que trabalham em Mumbai e estavam de férias. Trocámos impressões do país e ouvimos recomendações de comida e sítios a visitar.
Tempo de apanhar o autocarro de longa distância para Bangalore, onde depois veremos como podemos conseguir chegar a Hampi, o nosso próximo destino!

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23:10 - When we arrived we took a delicious hot shower, (those ones that fill the bathroom with steam) and I realized we didn't have one in weeks. Since Colombo, Sri Lanka, if I am not mistaken! The high temperatures and the lack of heaters in most hotels where we stayed have made the cold water a constant presence, without this having necessarily been a bad thing. But here in Munnar temperatures are lower and the tap water is too cold to be delicious.
The next day we made a trek through the tea plantations, the main source of income and labour. It is an impressive landscape!
We were told that sometimes elephants can be seen but we only saw their dung where we thought impossible to access for an animal that size.
Instead, we had the presence of leeches on the shoes! Well, we've never seen any and thought woulb be larger and fatter. Some can be very small and hardly noticeable, so, after passing through high vegetation, we made a break to see if any tried to cling to the boot or could have even entered the shoe or pants.
It was a rainy day, which did not give us a good view of the top of the mountains over 2000 m of altitude we go up (Munnar is a land located at high altitude, so the mountains are not as high as "Serra da Estrela", but are easily at a higher altitude). But that same fog allowed fantastic pictures of a landscape that in itself was magnificent. "Steps" of the hills plantations make a perfect natural decoration for that location so visited by Indian tourists for the green they love so much.
That night we slept well but only after the Diwali celebrations are over. The so-called "Festival of Lights" is the biggest Hindu celebration in India, when they light candles and lamps in the streets, temples and homes and several fireworks can be seen in the cities. It seemed like Carnival in Munnar, with kids and adults having fun with firecrackers.
The days spent there were of rest. The city center is small, with several street markets and chocolate shops. Three main temples in the three hills of the city (Catholic, Hindu and Buddhist) are the main locations of the motion poles. At one of our lunches we met an Italian couple who work in Mumbai and were on vacation. We exchanged impressions of the country and hear food recommendations and places of interest.
Time to catch the long distance bus to Bangalore, where then we'll see how we can reach Hampi, our next destination!

Susana

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Novo site para a nossa viagem! / New website for our trip!

Temos um novo site que criámos de propósito para ir actualizando a nossa mais recente viagem.
Continuaremos com este blog, mas no site estará compilada a informação do blog, do facebook e ainda colocaremos lá fotografias e desenhos que não publicamos aqui. Poder-se-á consultar também um mapa com os sítios por onde vamos passar e onde passámos. 
Tudo para manter a viagem actualizada!!!
Visitem e deixem o vosso feedback!

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We have a new website that we created just to update our latest trip. 
We will continue with this blog, but the site will compile information from the blog, from facebook and we will also put there photos and sketches that we can not publish here. There will be a map with the places that we had visited and the ones we will be visiting. 
Everything to keep the trip updated!!!

Drop by and leave your feedback!
http://photosketching.wix.com/travels

segunda-feira, 5 de maio de 2014

From Russia to New Zealand. Travel preparations I

Decidimos realizar um sonho antigo: viajar pelo mundo sem data de regresso. Principal objectivo: Ir da Rússia à Nova Zelândia.
O Zé terminou a bolsa e não procurou mais trabalho e eu despedi-me do meu contrato efectivo, larguei as amarras que me prendiam e os medos que não me deixavam decidir e começámos a preparação.
Nunca fomos de planear muito as nossas viagens e por isso assustei-me um pouco com a ideia de ter pouco mais de 2 meses para planear uma viagem grande. Mas tudo se faz! 
Nas viagens, tal como na minha vida, tenho a sorte de poder deixar-me ir com o vento e ser feliz assim.
No final, não é só isso que importa?

Depois da decisão, começámos a procurar artigos de viagem, cada vez venço mais os medos de partir e deixar o que é seguro e ganho uma enorme vontade de ir.
A questão inicial é sempre quando ir, por onde e o que visitar. 
A vontade de ir é imensa porque se não for agora, temo que não seja. E porque voltarei com novas ideias e experiências. 
Inicialmente muitas dúvidas nos invadem:
Porque temos de assentar num sítio?
Vou viajar porquê? Porque fujo e procuro algo que não estou a encontrar? Muitas vezes o que procuramos está debaixo do nosso nariz, por isso é bom interiorizarmos o que buscamos afinal. 

Às vezes conclui-se que é necessário ir para sabermos onde queremos mesmo estar.
Mas queremos mesmo ir e deixar tudo para trás?
Estaremos a tomar a melhor decisão? 
O melhor de tudo é não pensar de mais e deixar falar o coração.
O Mundo e a Vida, para mim, não são para sufocarmos e vivermos a lamentar-nos. Vida é descobrir, experienciar... é Ser!
Largar tudo a que nos apegamos é um bom exercício. Sentir o mundo!
De inicio o exercício do desapego é fundamental: tomar interiormente consciência da decisão, contar à família, deixar cá os meus cães de quem sentirei imensa falta, e a pouco e pouco, tudo se vai moldando... largar o trabalho, deixar tudo pronto para a ida, reencaminhar assuntos, avisar entidades que nos ausentaremos, deitar tralha fora, vender outra... até a minha caixa de e-mail sofreu uma limpeza que precisava há muito tempo e que acabava sempre adiada!

Agora estamos a pouco menos de 10 dias da nossa partida e tudo toma forma, mas o tempo corre rápido e ainda há muito a fazer... por isso todos os dias nos trazem um friozinho na barriga.
Como finalmente começou um novo mês e o meu contrato de trabalho acabou, procuro ter mais tempo para actualizar tudo o que fizemos até aqui. 

No próximo post continuaremos a descrever os primeiros preparativos, como vacinas, primeiras viagens e algum material necessário e depois falaremos sobre a preparação da viagem para a Rússia e o Trans-Mongoliano.
Quanto às despesas, tentaremos ir sempre actualizando os gastos que estamos a ter no total. 
Muita gente pensa que para se viajar é preciso ser rico, mas se soubermos fazer escolhas as coisas concretizam-se. Nós estamos a juntar dinheiro há sensivelmente 3 anos, mas para isso também optámos por não ter habitação própria a fim de minimizar as despesas. Eu impus um limite por mês, de modo a que pudesse poupar todos os meses determinado valor. E além disso, há sempre opções a fazer no que toca a gastar dinheiro. E não foi, para mim, uma questão de sacrifício, mas sim uma questão de mentalidade: se for feliz com pequenas coisas e se não der valor apenas ao que é caro, procurando alternativas plausíveis, pouparei sem esforço.

Vamos procurar relatar o que vemos através do desenho e das fotografias. Duas visões da mesma vivência. Histórias que poderão ser acompanhadas no nosso blog e na página do facebook: Diários da Errância.

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We decided to make an old dream come true: travel the world with no return date previously set. Main goal: Go from Russia to New Zealand.
Zé finished his fellowship and I said goodbye to my permanent contract, dropped the shackles that bound me and the fear that wouldn't let me decide and we started preparing.
We have never been the planning type, so I felt a bit scared with the idea of having little more than 2 months to plan such a big trip. 
In my life, as as I travel, I'm lucky to be allowed to let me go with the wind and be happy just like that.
In the end, it's all that matters, right?

After we decided to go, we began to search for travel articles, as I conquer my fears of letting a safe life behind I get a huge desire of just go!
The first question is always when to go, where and what to visit.
The desire to go is huge, mainly because if not now, maybe never. And also because I'll return with new ideas and experiences.
Initially all kinds of doubts come to us: 
Why should we settle on a single place?  
Why am I traveling? 
Am I running from something I'm not finding? 
Often, what we seek is right under our noses, so probably it's a good idea to get to know what we seek after all.

Sometimes we realize it's necessary to go, to know where we really want to be. Do we really want to go and leave it all behind?
Are we making the best decision?
The best is not to overthink and let the heart speak for itself.
The World and Life, to me, are not to suffocate and sorrow. Life is to discover, to experience… To be!
To drop everything it's a good exercise. Feel the world! 
At first, detachment is essential: become aware of the decision, tell the family, leave my dogs here.. I will miss them so much! Slowly things come to shape. quit my job, get everything ready for the departure, let people know we'll not be here for a while, throw out stuff, sell stuff.. even my mailbox was cleaned, something I should have done ages ago and always got delayed!

Now we are almost 10 days away from our departure and everything comes to shape, but time moves fast and there is still much to do… so every day we feel tingly inside. As a new month begins and my working contract is over, I'm trying to have more time to update everything we've done so far.
In the next post we will continue to describe the initial preparations such as vaccines, first travel tickets and some equipment needed and, after that, we will write about the travel preparations to Russia and to the Trans-Mongolian.
We will try to update all the expenses we're having in total. 
Many people think that to travel we have to be rich, but if we choose well, things get done. We have been raising money for about three years. For that we opted not to have an home of our own, I set a month limit so that I could save the same every month and besides, there are always choices to make when it comes to spending money. For me, it is not a matter of sacrifice as much as a matter of mentality: if I'm happy with small things and not just to what is expensive, looking for alternatives, I can save money with little or no effort.

We will seek to report what we see trough drawings and photographs. Two views of the same experience. Stories that can be followed on our blog and on our Facebook page: Diários da Errância.
Diário de Viagem // Travel Journal
De Comboio através da Ásia - Procurando ideias // By Trains through Asia - Searching for ideas
Carta de rescisão de contracto // Resignation letter

quinta-feira, 27 de março de 2014

Hello Spring!



















O nosso último passeio deu as boas vindas à Primavera que já se fazia sentir na Codiceira.
A Codiceira é uma aldeia situada na Sertã, vila portuguesa, sede do município e da freguesia do mesmo nome pertencente ao distrito de Castelo Branco, região Centro de Portugal.
Rodeada principalmente por pinheiros bravos e oliveiras, a pequenina aldeia oferece-nos alguns lugares ainda bastante mágicos onde não se vê vivalma e só conseguimos ouvir o vento nas árvores e as águas que correm na ribeira próxima. 
Algumas casas abandonadas e a desmoronar-se lentamente observam-nos com as suas paredes velhas e esquecidas. 
Foi um óptimo sítio para passar a tarde a fotografar com os meus primos e os cães. 
Havia um extenso campo de margaridas onde os patudos puderam correr à vontade e a ribeira permitiu ao meu primo entreter-se a tarde toda com os pés molhados!
Não se pensou em mais nada e é por isso que gosto tanto de relembrar o momento. Espero que gostem do resultado!

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Our last walk welcomed Spring that was already felt in Codiceira. 
Codiceira is a small village located in Sertã, district of Castelo Branco, Portugal's center region. 
Mainly surrounded by pine trees and olive trees, the tiny village is still offering us some quite magical places where you see nobody and could only hear the wind in the trees and the water that flows in the riverside. 
Some abandoned houses that slowly collapse are watching us with their old and forgotten walls. 
It was a great place to spend the afternoon photographing with my cousins and the dogs. There was a large field of daisies where the dogs could run freely and the river allowed my cousin to entertain himself with wet feet all afternoon ! 
We didn't think about anything else and that's why I like so much to remember this moment. Hope you enjoy the result!

Para mais informação sobre a Sertã / For more information about Sertã: Vila da Sertã