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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Caminhos do Aqueduto









O Aqueduto das Águas Livres, concluído em 1799, tem origem na zona de Belas e foi destinado a garantir o abastecimento de água à cidade de Lisboa. Entra em Lisboa através da arcada monumental do Vale de Alcântara e termina no Reservatório da Mãe d'Água, nas Amoreiras.
É composto por um sistema de recolha e transporte de água com uma extensão global de aproximadamente 60km.
A partir do Reservatório das Amoreiras a água era conduzida graviticamente e de forma ininterrupta, aos diversos chafarizes e fontanários da cidade através de um sistema de 5 galerias principais, visitáveis, e cuja extensão totalizava cerca de 12 km.
Ainda hoje é possível visitar o Aqueduto e ter uma vista diferente sobre parte de Lisboa, assim como é possível visitar o Reservatório da Mãe d'Água e o Reservatório da Patriarcal, no Princípe Real. 
Foi o que fizemos esta Primavera ao aproveitar o Dia dos Museus para visitar o aqueduto de forma gratuita, e mais tarde visitámos a Patriarcal e fomos surpreendidos por uma Lisboa subterrânea que não conhecíamos!
Lisboa é uma cidade de luzes maravilhosas e ao fim do dia o céu enche-se de cores quentes que valeram a pena ser apreciadas do cimo do nosso aqueduto!
As visitas não são caras e não são extensas, portanto são perfeitas para se fazerem numa tarde de passeio. Vêem-se aspectos diferentes da cidade e ficamos a conhecer um pouco mais da nossa história.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Plas dunas...

  


Por vezes não pensamos nas coisas que nos rodeiam e às quais já nos habituámos. É, por isso, importante lembrarmo-nos que são os pequenos gestos que fazem uma grande diferença.


"As dunas são estruturas móveis resultantes da acumulação de areias transportadas pelo vento, nas quais as plantas têm um papel fundamental no seu processo de formação. Constituem ecossistemas costeiros que estabelecem a transição entre os sistemas marinho e terrestre e são uma barreira natural de protecção à paisagem humanizada adjacente. Deste modo, devem ser protegidas.

Que comportamentos para proteger as dunas?
O facto de os sistemas dunares serem formações FITOGEODINÂMICAS em permanente equilíbrio dinâmico, intimamente dependente do coberto vegetal vivo, implica que qualquer factor externo ao sistema terá consequências desequilibrantes e dificilmente compensáveis (pisoteio, vegetação infestante, obras de engenharia costeira, etc.). Caso a vegetação fixadora das dunas seja degradada e destruída, todo o sistema dunar será afectado negativamente.

Como forma de contrariar esses fenómenos indesejáveis todos nós, enquanto utentes das praias, deveremos ter comportamentos adequados no sentido de evitar a degradação das dunas:
- utilizar as passadeiras aéreas quando existam, caso contrário utilizar os trilhos já existentes sobre a duna (nunca traçar novos trilhos);
- não passear ou apanhar banhos de sol nas dunas, não andar a cavalo e de veículos motorizados;
- não colher a vegetação das dunas;
- chamar a atenção de amigos e familiares para a correcta utilização das dunas;
- tomar conhecimento e respeitar a legislação que existe para efeitos de protecção das dunas."


Para saber mais:
Dunas – O que são, como se formam, qual o seu valor e sensibilidade?

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Cais do Sodré











Cais do Sodré, zona de transição entre o moderno e o antigo.
Na mesma zona, que agora até está na moda, há modernas ciclovias, esplanadas junto ao Tejo, autocarros turísticos de dois andares e bancos confortáveis e coloridos.
Os velhos e desempregados aproveitam esses bancos para trocarem conversas e irem deixando os pensamentos desvanecerem-se na ondulação do Tejo, que leva a vista para a outra margem.
Na mesma curiosa zona convivem bares nocturnos da moda e prostitutas, ciclistas de fim-de-semana e desempregados. Vagueantes, pedintes , bêbedos e pessoas que gozam o sol na esplanada.
As conversas perdem-se junto ao rio... As horas passam e os assuntos trocados não ficam mais interessantes. Conversas sem propósito fazem os dias de quem por aqui vai ficando. Quem está de passagem, sorri. Observa a paisagem e segue.
Se se quer estar com Lisboa, sentir o Tejo nos salpicos da passagem dos cacilheiros, ouvir as gaivotas rabugentas, e os velhos do Restelo esquecidos e à margem... O Cais do Sodré é o local.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Refúgio







"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido". Já o dizia Fernando Pessoa. 

Há locais que são verdadeiros refúgios da alma e há aqueles que o parecem ser. Aqui o ruído não faz com que não nos ouçamos a nós próprios. O silêncio faz antes com que estejamos apenas connosco. E, parece que não, mas isso é mais difícil do que tentarmos ignorar-nos com distracções. 
A Natureza tem destas coisas. Por entre vales descobrem-se refúgios só nossos. E às vezes não é preciso ir longe, nem viajar quilómetros...

“ (...)
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele 
Porque pensar é não compreender... 

O Mundo não se fez para pensarmos nele 
(Pensar é estar doente dos olhos) 
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... 

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... 
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. 
Mas porque a amo, e amo-a por isso, 
Porque quem ama nunca sabe o que ama 
Nem por que ama, nem o que é amar... 
(...)” 

Alberto Caeiro in "O guardador de rebanhos"

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Praça de Luís de Camões





Workshop Panorâmica "Così Vicino" com Claudio Patanè

Workshop Panorâmica "Così Vicino" com Claudio Patanè

Workshop Panorâmica "Così Vicino" com Claudio Patanè

"Em cada esquina te vais 
Em cada esquina te vejo 
Esta é a cidade que tem 
Teu nome escrito no cais 
A cidade onde desenho 
Teu rosto com sol e Tejo 

Caravelas te levaram 
Caravelas te perderam 
Esta é a cidade onde chegas 
Nas manhãs de tua ausência 
Tão perto de mim tão longe 
Tão fora de seres presente 

[...]" 


Manuel Alegre in "Balada de Lisboa"

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Junto ao mar...





Desde sempre que o mar exerce uma grande influência no ser humano. Sortudos de nós que podemos visitá-lo num final de dia, ou ao fim-de-semana. Contemplá-lo, deixá-lo levar e trazer os pensamentos num corropio já ensinado pelas ondas, buscar serenidade... A sorte de permitir-lhe cumprimentar-nos...


"Não sei de que modo o mundo me vê; mas a mim mesmo pareço ter sido apenas um menino brincando na praia, entretendo-me com encontrar de quando em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bela do que o ordinário enquanto todo o vasto oceano da verdade jazia inexplorado diante de mim."
Isaac Newton
Fotos: Carcavelos
Desenho: Santo Amaro de Oeiras

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Lisboa.









Workshop Panorâmica "Così Lontano" com Claudio Patanè


Workshop Panorâmica "Così Lontano" com Claudio Patanè


Workshop Panorâmica "Così Lontano" com Claudio Patanè


Portas do Sol


Lisboa é assim. Tem a capacidade de me surpreender nos pequenos detalhes, assim como de me massar, exaurir e querer afastar-me. Contudo, faz-me sempre querer regressar. Porque é esta Lisboa que me põe a sorrir sozinha ao fim da tarde enquanto olho o Tejo. As cores de final de dia fazem-me sentir tranquila, assim como o rio o parece ser. Os edifícios brancos ganham uma cor rosada que combina com os tons claros do azul celeste. Os turistas continuam a passar nas suas visitas turísticas azafamadas e as crianças brincam na rua com o skate e os patins. Esta Lisboa faz-me esquecer dos tempos em que estamos e recuo para uma cidade pacífica e despreocupada. -"Trouxeste chave?" - pergunta em tom alto uma senhora ao telemóvel do outro lado da rua. Vem carregada de sacos e saquinhos e teve de os pousar todos para atender a chamada. Outra senhora passa preocupada com a juventude de hoje e mete conversa. Conta que os seus 18 anos são com certeza melhores que os nossos! Pois bem... esta conversa dá pano para mangas. De repente a senhora torna-se na vizinha de há anos que nos conhece desde sempre e despede-se com um "Até logo" porque tem de ir acompanhar a inquilina. Há sempre histórias novas se as quisermos ouvir. Há sempre uma Lisboa que espelha outra, se a quisermos ver.