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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Páscoa no Alentejo

Menir dos Almendres
 
Sketching under a corktree

Cromeleque dos Almendres
Cromeleque dos Almendres


Menir dos Almendres

Cromeleque dos Almendres

Cromeleque dos Almendres
Pausa em Degebe

























O Alentejo fez-nos companhia nesta Páscoa e deu-nos o calor e a paz que precisávamos...
Como sempre, há locais onde conseguimos encontrar o silêncio da Natureza, aquele no qual só ouvimos piares, vegetação a ondular com a brisa, insectos que passam perto e badalos do gado que pasta.
Mesmo que não pensemos nisso, recarrega as energias a qualquer um e traz-nos à alma um sorriso.

Aproveitámos a ida para conhecer um complexo pré-histórico de grande importância: O Cromeleque dos Almendres. Localiza-se na freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe, no concelho de Évora, Distrito de Évora, Portugal.
Antes de lá chegarmos, a 1,3 km para Nordeste deste e apresentando-se isolado está o Menir dos Almendres. Os arqueólogos acreditam que os dois monumentos se encontram relacionados uma vez que corresponde a uma direcção astronómica elementar: o menir, visto a partir do recinto, indica a posição do nascer do Sol, no dia maior do ano, o dia do Solstício de Verão.

O Cromeleque dos Almendres constitui-se num círculo de pedras pré-histórico (cromeleque) com 95 monólitos de pedra. É o monumento megalítico do seu tipo mais importante da Península Ibérica, e um dos mais importantes da Europa, não apenas pelas suas dimensões, como também pelo seu estado de conservação.
Foi construído há cerca de 7000 anos, nos alvores do Neolítico, a época em que surgiram na Europa ocidental, as primeiras comunidades de pastores e agricultores, no contexto de profundas transformações culturais.

Muito mais ficou para explorar...para uma próxima!

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Alentejo made us company this Easter and gave us the warmth and peace we were needing...
As always, there are still places where we can find the silence of nature, one in which we only hear birds, vegetation waving in the breeze, insects that pass by and bells of cattle grazing.

Even if we don't think about it, recharges energies to anyone and brings a smile to our soul.

We used this trip also to see a prehistoric complex of great importance: The Cromlech of Almendres. Located in the parish of Nossa Senhora da Guadalupe, in Évora District, Portugal.

Before we get there, 1.3 km north-east of this and isolated is the Menhir of Almendres. Archaeologists believe that the two monuments are linked because they are in an elementary astronomical direction: the menhir, seen from the Chromlech's place, indicates the position of sunrise in the biggest day of the year, the day of the Summer Solstice.

The Cromlech of Almendres constitutes a prehistoric stone circle (cromlech) with 95 monoliths of stone. It is the megalithic monument of the most important type in the Iberian Peninsula, and one of the most important in Europe, not only for its size, but also for its sonservation conditions.
It was built about 7000 years ago, at the dawn of the Neolithic, the time when emerged in Western Europe the first communities of shepherds and farmers in the context of profound cultural changes.

And still so much to explore... for a next time!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Hampi


Monkeys on the climb to Matanga Hill

 Details of Hampi

The wonderful view from Matang Hill. The picturesque sight from the top comprises the Tungabhadra River, the Kodanda Rama temple, the Veerbhadra temple and the Turthu canal.
Stone chariot in the Vithala Temple Complex
Worker keeping the floor clean of weeds
Vithala Temple Complex
Stepped tank
Lotus Temple
José sketching at Elephant Stables
          
Steps of the Mahanavami Dibba pyramid
Streets of Hampi

Making offerings to the gods. Being grateful for the water.
Sunset at Hemakuta Hill
Elephant Stables
View to  Virupaksha Temple
Woman in a small village near Hampi
Boy selling postcards and guides that stopped to talk with us 
Chegámos a Hampi às 7h30 da manhã, depois de 8h30 no sleeper bus que nos surpreendeu pela positiva! De um lado do autocarro tem camas de casal e do outro camas individuais, todas com portas de correr para se ter alguma privacidade e descanso. Este autocarro tinha inclusive fichas de electricidade e a nível de higiene não estava tão mau como poderíamos espectar! 
A esta altura da viagem, reflectimos sobre o nosso percurso na Índia, mas ainda não conseguimos perceber se gostamos dela ou não. Há muito que aprender e ver ainda para se reflectir sobre este ambiente em que a Índia nos envolve, as suas pessoas e todos os estrangeiros que a procuram por diversos motivos, desde a espiritualidade, até aprendizagem, interiorizações, buscas pessoais, novos começos...há de tudo. Conhecemos pessoas que vieram à Índia por um curto período e acabaram por voltar para aprofundar o seu yoga ou simplesmente para ficarem mais tempo num local que gostaram. Outras deixaram tudo para trás, foram viver para um ashram, sem dinheiro ou posses e algumas enfrentam dificuldades para sair agora dessa opção.
Mas Hampi pareceu-nos um local onde se pode ficar por meses, sendo, no entanto, uma pequena aldeia de terra batida e poucas infra-estruturas. Foi por isso fácil deitar cedo e acordar com o Sol para percorrer as ruas estreitas mas cheias de lojas de artesanato e vestuário, ou tomar o pequeno-almoço num dos agradáveis terraços com almofadas e mesas no chão para ficarmos a relaxar ao ritmo suave de Hampi.
Ali senti-me a aprender a ouvir ainda melhor o meu corpo, a criar um ritmo que gostaria de ter e que sei ser difícil em países com distracções nocturnas ou no nosso, com amigos para encontrar ao fim do dia e fins-de-semana, internet e tv. 
Mas passar por estas experiências também nos faz querermos mudar algumas coisas no nosso ritmo e fazer alterações ao nosso estilo de vida, sabendo do que é necessário prescindir para estarmos melhor.
Descobrimos Hampi porque alguém com quem falámos nos recomendou e, apesar do desvio, valeu a pena! É um dos locais Património da Humanidade da UNESCO e fica localizada no estado de Karnataka. 
Entre os seus montes e vales, o que caracteriza o local são os seus mais de 500 monumentos e ruínas a visitar de bicicleta ou tuk-tuk. Os mais próximos da vila visitam-se a pé, passando por rebanhos de ovelhas e cabras e macacos brincalhões (que estão por todo o lado). Há bastantes locais com maravilhosas vistas para as ruínas e de onde se observa o pôr e o nascer do Sol.
Foi um encanto para nós percorrer aquelas ruínas, observar tudo com atenção e subir a lugares altos para ver as vistas. Sentia-se o sossego e podíamos ficar horas sentados a contemplar...
Como todos os locais na índia, Hampi também é feita das pessoas que lá vivem. Algumas podem ser um pouco intrometidas porque querem vender algo (ou na sua loja ou uma tour de tuk-tuk ou bicicleta, ou até mesmo crianças cheias de lábia que vendem postais e guias), mas outras não têm qualquer interesse senão estar um pouco connosco a conversar ou partilhar um momento, e é dessas que melhor recordamos...
Hampi fica na memória pelo seu estilo de vida tranquilo e ritmo diário sereno. Cheia de cantos que nunca conheceremos, infindáveis detalhes nas suas imensas ruínas de palácios, mercados, pavilhões e palácios reais, monumentos, estátuas... e incontáveis pores-do-Sol.

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We arrived in Hampi at 7:30 am, after 8:30 on the sleeper bus that surprised us positively! On one side of the bus it has double beds and on the other side, single beds, all with sliding doors to have some privacy and allow us to rest. This bus had electricity and hygiene level was not as bad as we could expect!
At this point of the trip, we reflected on our journey in India, but we still have to decide if we like it or not. There is still much to learn and see so we could think about this environment that surrounds us, its people and all foreigners who come to India for various reasons, from spirituality, to learning, personal searches, new beginnings... We can find all the reasons! We know people who came to India for just a short period and eventually they returned to deepen their yoga or just to spend more time in a place they loved. Other left everything behind, went to live in an ashram, without money or possessions and some are now struggling to get out of that option.
But Hampi seemed to us a place where we could stay for months even if it's a small village of dirty roads and almost no infrastructures. 
It was so easy to go to bed early and wake up with the Sun to go through the narrow streets full of craft shops and clothing stores, or to take breakfast in one of the nice terraces with tables and cushions on the floor. Just relaxing in the smooth rhythm of Hampi .
There I felt learning to hear even better my body, creating a rhythm that I would like to have and which I know is difficult in countries with night distractions or in our own country, where our friends live and meet us in the evenings and weekends, or where we have internet and tv.
But go through these experiences also makes us wanting to change some things at our pace and make changes to our lifestyle, knowing what is necessary to leave behind for being better.
We found Hampi because someone we spoke to recommended it to us and despite the deviation on the way, it was worth it! It is one of the UNESCO heritage sites of the World and is located in the state of Karnataka.
Among its hills and valleys, what characterizes the place are its more than 500 monuments and ruins to visit by bike or tuk-tuk. The nearest to the village can be visited on foot, passing flocks of sheeps and goats and playful monkeys (which are everywhere). There are plenty of places with wonderful views of the ruins and where we can see the sunset and the sunrise.
It was a charm for us navigate those ruins, observe everything carefully and climb to high places to see the sights. We could feel the quietness and spend hours seated just contemplating...
Like all places in India, Hampi is also made of the people who live there. Some may be a bit nosy because they want to sell something (or in their store or some tuk-tuk or bicycle tour, or even children selling postcards and guides), but others have no interest but be a little with us to talk or share a moment, and it is these people that we better remember...

Hampi stays in memory for its peaceful lifestyle and serene daily rhythm. Full of corners that we will never know, endless details in its immense ruins of palaces, markets, pavilions, royal palaces, monuments and statues...and countless sunsets.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Onde a água doce encontra a salgada // Where freshwater meets sea water

Kerala's Backwaters
Backwaters island and boat
Backwaters local washing her cow

Chinese fishing nets
Santa Cruz Cathedral interior
Canoe's "driver"
Santa Cruz Cathedral, Fort Kochi
backwaters village house
Backwaters boat ride
22.10.2014 - Deixámos hoje Kochi onde nos últimos dias fomos ficando porque apanhei uma virose que me fez ter febre e diarreia. Pelo sim, pelo não, fui ao médico. Disseram-me para ir ao hospital público: confusão de gente em fila para ser atendida. Era sentar na cadeira ao pé do médico, contar as desgraças, trazer a receita e venha o próximo. Os medicamentos são dados (sim, dados) à quantidade e não à caixa. Mas não contente com o veredicto, procurámos uma clínica privada onde fui atendida com mais atenção. A conta final, com medicamentos incluídos, deu à volta de 6 euros.
Kochi não tem muito que ver: mesquitas, palácios holandeses e redes de pesca chinesas, alguns edifícios de influência portuguesa e igrejas católicas (a Catedral de Santa Cruz foi a mais curiosa que vi até hoje. Uma mistura de decoração ocidental com indiana deu numa igreja cheia e com néons à volta de Maria, no altar), .
Podem fazer-se tours organizadas às Backwaters: canais, rios e lagos interligados num sistema labiríntico criando um ecossistema único onde a água doce dos rios encontra a água salgada do Mar Arábico, (estas tours acabam por compensar pois não são caras) e vale a pena.
Deu para relaxar num tranquilo passeio de barco por entre ilhas e canais cheios de vida animal, aves principalmente, e flora tropical, e ainda conhecer uma rapariga sérvia que estava no final da sua viagem de 1 mês pela região de Kerala. Partilhou connosco algumas impressões e sugestões do Sul, o que foi uma boa ajuda para quem tinha praticamente acabado de chegar!
O nosso hotel, Mother Tree, fica em Fort Kochi, a zona tranquila da cidade onde se podem passar uns dias calmos, longe da confusão das cidades indianas. Junto a ele há um pequeno restaurante familiar chamado Taj Mahal onde comemos na maior parte dos dias pois era muito em conta em comparação com os preços que encontrámos na cidade. Comida boa e sentimo-nos sempre em casa, pois a esplanada era, literalmente, nas traseiras da casa da família!
Como já me sinto melhor, apanhámos o autocarro de Kochi para Munnar, mais para o interior do Sul da Índia. A viagem faz-se por entre pequenas povoações e solavancos num autocarro velho e sujo de janelas sempre abertas, pois não tem vidros. A certo ponto a paisagem muda, o ar refresca e começamos a subir em altitude. A estrada serpenteia pela floresta tropical densa, passamos macacos à beira da estrada, quedas de água tímidas e outras imponentes. Locais de beleza incrível que me surpreendem pela imensidão de vida, verde e de locais escondidos e sozinhos. Ao começarmos a descer a floresta abre, mais casas e vacas a pastar... o autocarro vai parando. Pessoas vão entrando e saindo. A viagem continua.

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22/10/2014 - We left Kochi today where we kept staying in the last few days because I got a virus that made me have fever and diarrhea. In doubt, went to the doctor. I was told to go to the public hospital: A big mess of people queueing to be seen by the doctor. It was sitting in front of the doctor, tell the woes, take the prescription and repeat. The drugs are given (yes, free) in the exact quantity and not the full box of pills. But not happy with the verdict, I sought a private clinic where people were seen with more time and attention. The final bill, including medicines, was around 6 euros.
Kochi does not have much to do: mosques, Dutch palaces and Chinese fishing nets. some buildings of Portuguese influence and Catholic churches (the Cathedral of Santa Cruz was the most curious I saw today, a mixture of western and Indian decor that resulted in a full church with neons around Mary, on the altar), 
Tours can be organized to go to the Backwaters: canals, rivers and lakes interconnected in a labyrinthine system, creating a unique ecosystem where fresh river water meets the salt water of the Arabian Sea (these tours end up worthing and are not expensive).
It was good to relax in a tranquil boat ride through islands and channels filled with wildlife, birds mainly, and tropical flora, and still get to know a Serbian girl who was at the end of her one month trip by the Kerala region. She shared with us some impressions and suggestions for  the south, which was a good help for us, who had practically just arrived!
Our hotel, Mother Tree, located in Fort Kochi, the quiet part of town where you can spend a few quiet days, away from the hustle of Indian cities. Next to it there is a small family restaurant called Taj Mahal where we ate in most days, it was very affordable compared to the prices we found in the city. The food is really good and we feel always at home because the tables were literally in the backyard of the family home!
As I feel better, we took the bus from Kochi to Munnar, further inland of South India. The trip is done through small villages and bumps in an old and dirty bus, windows always open because it has no glass. At one point the landscape changes, the air cools and began to climb in altitude. The road winds through dense rainforest, we see some monkeys on the roadside, some shy waterfalls and others imposing. Incredible beauty spots that surprise me by the immensity of life, green and hidden and alone locations. As we begin to descend the forest opens, more houses and cows to graze... the bus will stop. People go in and out. The journey continues.


sábado, 15 de novembro de 2014

Índia, autocarros, tuk-tuks e templos - O 1º impacto // India, buses, tuk-tuks and temples - The first impact

Tuk-tuk drive

Streets of Madurai
Gandhi Memorial Museum from outside
Aterrámos em Madurai, no Sul da Índia, um aeroporto modesto, com um multibanco que não funcionava. Foi fácil arranjarmos um tuk-tuk que nos levasse ao hotel por um preço modesto e que ainda parásse num multibanco para conseguirmos algum dinheiro.
Ficámos num hotel bem localizado junto ao templo principal da cidade: Meenakshi Amman Temple, um local grandioso e considerado por muitos como o ponto alto da arquitectura do sul da Índia, tão vital para a região como o Taj Mahal para o Norte da Índia. E nós não lhe tiramos nenhum mérito! Desde logo sentimos a profunda espiritualidade dentro daquele local, com pessoas a meditar, famílias sentadas no chão a comer e outras pessoas de fé a visitar os seus deuses. É um local escuro e é necessário descalçarmo-nos à entrada. Por dentro das torres do templo há um pátio circundante onde, naquele dia, faziam uma cerimónia festiva com uma espécie de carro alegórico, o qual todos queriam tocar. Na sua frente ia um magestoso elefante a passo vagaroso. Já o tínhamos visto anteriormente dentro do templo. São criaturas imponentes e sensíveis ao mesmo tempo. Transmitem força e doçura, e essa paridade atrai-nos, fazendo-nos ficar a contemplá-lo por longos momentos.
Algo novo foi quando o elefante defecou, algumas pessoas foram a correr pisar as suas fezes e chamar os filhos para o fazerem. São animais sagrados, e como tal, tudo o que advém deles poderá ser portador de boa sorte.
Para o dia seguinte visitámos o Gandhi Memorial Museum de entrada gratuita e que vale muito a pena pela quantidade de informação sobre toda a história da Índia desde a altura das colonizações até à vida e luta de Gandhi pela sua independência. As vestes que ele usava no momento em que foi assassinado estão lá presentes. Foi um lugar onde saímos mais ricos depois da sua visita.
Até ali tinha sido fácil arranjarmos transportes pois no hotel diziam-nos quanto deveríamos pagar e chamavam o tuk-tuk. Depois do museu tivemos a nossa primeira experiência neste país, com um senhor que não nos dizia quanto queria mas apenas: “No problem! You like money!”. Mostrou-nos várias fotos de turistas que gostaram dos serviços dele, para apelar ao nosso sentimento (o que é muito vulgar na Índia), e assim sendo é díficil o diálogo quando se parte do príncipio que todos os turistas são iguais e/ou podem despender do mesmo dinheiro... A caminho do hotel, parámos ao pé de um polícia na rua que disse algo ao nosso motorista. Este perguntou-nos se tínhamos uma esferográfica e foi dá-la ao polícia. Ficámos sem caneta e sem perceber nada!
Madurai tem muito tráfego, barulho e buzinadelas. É bom para nos acostumarmos a deambular por entre o trânsito nesta “dança” de movimentos fluídos e comum na Índia.
Dia 14 de Outubro apanhámos um autocarro para Kochi, no Estado de Kerala. Eram um bus nocturno, todos sentados e sem AC. Janelas abertas, 30 graus e siga! 

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Landed in Madurai, South India, a modest airport with an ATM that did not work. It was easy to get a tuk-tuk to take us to the hotel for a modest price and still stop in an ATM to get some money.
We stayed in a well located hotel next to the city's main temple: Meenakshi Amman Temple, a majestic place and considered by many as the highlight of South Indian temple's architecture, so vital to the region as the Taj Mahal to the North of India. And we didn't take it any merit! We immediately felt the deep spirituality within that place where people were meditating, families sitting on the floor eating and other people with their own faith visiting their gods. It is a place with low light and you need to take off your shoes at the entrance. Inside the temple towers is a surrounding courtyard where, on that day, was taking place a festive ceremony with a kind of wooden car with a deity, which everyone wanted to touch. In the front of it, a majestic elephant was slowly walking. We already had first seen it inside the temple. Elephants are imposing and sensitive creatures at the same time. It transmit us strenght and sweetness, and this parity attracts us, making us contemplate it for long moments.
Something new to us was when the elephant dropped a poop, some people ran to step on it and called the children to do the same. These are sacred animals, and as such, all that comes of them may be the bearer of good luck.
For the next day we visited the Gandhi Memorial Museum, entry is free, it worths ugelly for the amount of information on the history of India from the time of colonization to the life and struggle of Gandhi for independence. The clothes he wore when he was assassinated are exhibited there. It was a place from where we left richer after its visit.
Until then it had been easy to get transport because the hotel where we were staying told as how much we should pay and called for the tuk-tuk. After the museum we had our first experience in this country with a man who not told us how much he wanted but only: "No problem! You like money. " He showed us several photos of tourists who liked his services, trying to get into our hearts (very common in India), so it is a difficult dialogue when it is assumed all tourists are equal and can spend the same amount of money... On our way to the hotel, we stopped near a policeman on the street who said something to our driver. Then our driver asked us if we had a pen and gave it to the police man. We ended up with no pen and wondering what happened!
Madurai has a lot of traffic, noise and honks. It's good to get used to stroll through the traffic in this fluid movements "dance" common in India.
October 14, we catched a bus to Kochi, Kerala State. It was a night bus, all sitting and without AC. Windows open, 30 degrees and go!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Shibuya crossing: A passadeira mais movimentada do mundo

A passadeira de Shibuya, em Tóquio, Japão, é conhecida como sendo, provavelmente, o cruzamento mais movimentado do mundo. A passadeira não faz só passagem horizontal e verticalmente, como na diagonal! E sim, tem imensa gente! :)

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Shibuya Crossing: "the Scramble", in Tokyo, Japan, is known as problably the world's busiest intersection! It crosses the street also diagonally! And yes, there are a lot of people there! :)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ULAN-UDE (Last Russian stop)

Ivolginsky temple
Rinponche Bagsha datsan
Wooden house
Detail of a wooden house
Ivolginsky Datsan
Wooden house
ULAN-UDE
Ulan-Ude (GMT+8). Vimos o Sol nascer e chegámos. Deixámos as coisas no hostel e procurámos o que ver na cidade, observámos o mapa e recolhemos a informação sobre que transportes apanhar para visitar o que queremos.
Para além de querermos ver a cidade, o nosso propósito era visitar um templo budista que está localizado a 2h da cidade. São precisos apanhar 2 mini-carrinhas e foi bastante fácil encontrá-las. Um dos mini-bus custou-nos 40 rublos (+/- 0,80 €) e o outro 20 rublos (+/- 0,40€) por pessoa e só ida. Para pagar só temos de entregar o dinheiro às pessoas à nossa frente e vai sendo passado até chegar ao motorista. O carro só parte quando cheio.
O templo, localizado a 23 Km de Ulan-Ude, chama-se Ivolginsky datsan. Fica perto da aldeia de Verkhnyaya Ivolga na região da Buryatia, na Rússia. Sente-se uma grande paz e sossego no espaço que é composto por vários pequenos templos. Senti-me um pouco como no filme “7 anos no Tibete” pois os monges são naturalmente sorridentes e simpáticos. Divertem-se com pequenas coisas. Vi um bastante jovem (uns 17 anos) a brincar com um cão e gato. Quando o gato correu arreliado atrás do cão, o monge riu-se imenso divertido, o que me fez rir também.
Na história deste datsan consta que em 1927 o 12º Pandito Hambo Lama, Dashi-Dorzho Itigelov pediu aos seus estudantes e monges companheiros que enterrassem o seu corpo depois da sua morte e que só o voltassem a verificar após 30 anos. Segundo a história, Itigelov sentou-se então na posição de lótus, começou a cantar a “oração da morte” e morreu a meio da meditação. Os monges seguiram todas as suas indicações mas quando exumaram o seu corpo passados 30 anos, ficaram espantados por descobrir que não tinha sinais de decomposição. Pelo contrário, parecia que Itigilov tinha morrido apenas a algumas horas atrás. Com medo da resposta Soviética ao sucedido, os monges enterraram novamente o corpo numa campa anónima.
A história de Itigelov foi esquecida até dia 11 de Setembro de 2002, quando o corpo foi finalmente exumado e transferido para o Ivolginsky datsan onde foi examinado por monges, cientistas e patologistas. A declaração oficial diz que o corpo está muito bem preservado, sem sinais de decomposição, ainda com os tecidos dos músculos e pele. O corpo nunca foi embalsamado ou mumificado. Impressionante!
Já de volta a Ulan-Ude, capital da República de Buryatia, região localizada na parte sul da Sibéria e que é parte da Rússia desde 1920. (By the way, na Sibéria é normal conduzir-se com o volante de ambos os lados embora as estradas estejam preparadas para a condução com o volante à esquerda). Visitámos o Rinponche Bagsha datsan, localizado num ponto panorâmico onde se pode ter uma bela vista para a cidade. É um famoso centro budista rodeado de natureza e com a maior estátua do Buda da Rússia. Mede 5 metros e é feita de madeira do Brasil. É fácil e barato de chegar lá com o mini-bus nº 97 que parte da praça principal.
É um local muito pacífico com boa energia. Uma senhora que lá trabalha chamou-nos para visitarmos um dos templos e tentou explicar-nos (em chinês) os diferentes Budas presentes. Dedicou algum tempo a mostrar-nos o espaço e a fazer-nos sentir a energia das estátuas e depois a energia do Sol. Foi um bom momento!
Ao final do dia tivemos a nossa primeira experiência com uma russa mal disposta. Talvez tenha sido um mal entendido porque nunca chegámos a perceber qual era o problema, mas falou-nos de uma forma zangada enquanto o seu companheiro encolhia os ombros e olhava para nós. Regra geral, fomos sempre bem tratados pelos russos. Alguns abordavam-nos na rua e cumprimentavam-nos simpaticamente.
No hostel (que fica localizado no centro, junto à enorme e famosa cabeça gigante do Lenine) conhecemos outro casal francês que faz o percurso na direcção oposta. Começaram em Myanmar e saltaram alguns países pois o dinheiro já apertava mas foram, por exemplo, à Coreia do Norte onde gastaram 950€ em 5 dias com uma tour organizada pois não há outra maneira de lá ir. Perdemos algum tempo a falar sobre as suas impressões do país, do quão organizado e artificialmente preparado para turistas está.

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Ulan-Ude (GMT +8). We saw the sun rise and arrived. We left our stuff in the hostel and searched what to see in town, we observed the map and collect information about which transports can take us where we want to visit.
In addition to wanting to see the city, our purpose was to visit a Buddhist temple, which is located 2 hours from the city. It takes 2 mini-vans and it was quite easy to find them. One of the mini-buses cost us 40 rubles (+ / - 0,80 €) and another 20 rubles (+ / - 0,40 €) per person one-way. To pay we just have to give the money to the people ahead of us and will be passed to reach the driver. The car only leaves when full.
The temple, located 23 Km from Ulan-Ude, called Ivolginsky datsan. It is near the village of Verkhnyaya Ivolga the region of Buryatia, Russia. Feels great peace and quiet in this place that consists of several small temples. I felt a bit like the movie "7 years in Tibet" because the monks are naturally smiling and friendly. Amuse themselves with little things. I saw a very young (about 17 years) playing with a dog and a cat. When teased the cat ran after the dog, the monk laughed amused, which made me laugh too.
In the history of this datsan states that in 1927 the 12th Pandito Hambo Lama Dashi-Dorzho Itigelov asked his students and fellow monks to bury his body after his death and that return to check after 30 years. According to history, Itigelov then sat in the lotus position, started to sing the "Prayer of Death" and died in the middle of meditation. The monks followed his wishes and when his body was exhumed 30 years later, they were astonished to discover that he had no signs of decomposition. Rather, it seemed that Itigilov had died just a few hours ago. Afraid of the Soviet response to the succeeded, the monks buried the body in an unmarked grave again.
The story of Itigelov was forgotten until 11 September 2002 when the body was finally exhumed and transferred to the Ivolginsky datsan where it was examined by monks, scientists and pathologists. The official statement says that the body is very well preserved, with no signs of decomposition, even with the tissues of muscles and skin. The body was never embalmed or mummified. Impressive!
Now back to Ulan-Ude, capital of the Republic of Buryatia, a region located in southern Siberia and that is part of Russia since 1920. (By the way, in Siberia is normal to drive with the steering wheel on both sides though roads are prepared for driving with the steering wheel on the left). Visited the Rinponche Bagsha datsan, located in a scenic spot where you can have a beautiful view of the city. It is a famous Buddhist center surrounded by nature and with the largest Buddha statue in Russia. Measures 5 meters and is made of wood from Brazil. It's easy and cheap to get there with the mini-bus # 97 that departs from the main square.
It is a very peaceful place with good energy. A lady who works there called us to visit one of the temples and tried to explain to us (in Chinese) the different Buddha images there. Took some time to show us the space and making us feel the energy of the statues and then the energy of the sun. It was a good moment!
At the end of the day we had our first experience with an angry Russian. Maybe it was a misunderstanding because we never realized what the problem was, but she spoke to us in an angry manner while his companion shrugged and looked at us. Generally, we were always treated well by the Russians. Some approached us on the street and greeted us kindly.
In the hostel (which is located downtown, next to the huge and famous giant head of Lenin) met another French couple who make the journey in the opposite direction. They started in Myanmar and then skipped some countries because the money was already tight and went to North Korea where they spent € 950 in 5 days with an organized tour because there is no other way to go there. We spent some time talking about their impressions of the country, of how artificially organized and prepared for tourists it is.